Brasileiro é eleito para representar interesses do imperialismo mundial

Saiu nesta quarta-feira, 08 de maio, o resultado oficial da vitória eleitoral do diplomata baiano Roberto Azevedo para a diretoria-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), entidade que tem por objetivo regulamentar as negociatas entre os capitalistas de diversas nações do mundo. O brasileiro que teve sua disputa final contra o mexicano Hermínio Blanco pôde comemorar a vitória já na manhã anterior ao dia do resultado oficial possuindo 93 votos, o suficiente para o eleger. Azevedo foi aplaudido em diversos jornais do mundo e apesar de sua candidatura ter sido uma decisão do estado brasileiro  disse que não será representante do Brasil na OMC, o que não espanta, pois, o cargo que ocupará a partir de agora serve unicamente aos interesses do grande capital internacional.
A grande missão de Roberto Magalhães será de facilitar a entrada das multinacionais nos países emergentes através da Rodada de Doha, isto é, dirigir uma reunião de poderosos que tem o objetivo de fazer com que empresas de países ricos lucrem cada vez mais com o dinheiro dos povos mais oprimidos do mundo. Em uma conjuntura em que a crise do capitalismo leva a união europeia para o abismo e compromete os lucros da burguesia dos EUA, colocando a cada dia que passa milhões de trabalhadores na rua da amargura (só nos EUA é necessária a criação de 10 milhões de empregos para resgatar as perdas da crise, segundo o Instituto Brookings, de Washington), nada melhor para o capital internacional do que explorar o comércio e a produção de países em desenvolvimento com direito a isenção fiscal, redução de impostos e mão de obra barata.
Para que o imperialismo não assole em nossos contracheque é de fundamental importância que o povo brasileiro tome para si a direção do país e o torne independente de fato, pois, se hoje a indicação de mais um servo do capital financeiro para a eleição da OMC é decisão de estado (como anunciou o próprio Roberto Azevedo em janeiro deste ano) que amanhã este mesmo estado não mais exista e dê lugar a uma nova forma de organização social, que defenda a soberania dos povos e os interesses dos trabalhadores do Brasil e do mundo.

 

 

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