Para onde seguir?

Agora todos querem dizer pra onde deve seguir o governo do PT. Bradam de todos os lados vozes indicando o caminho mais correto para se fazer aquilo que o povo precisa. As lutas de junho abalaram politicamente as formas de se governar o Brasil, mas se tem algo que os políticos e os manifestológos de plantão ainda não entenderam é que há muito não se espera muito do estado brasileiro, e assim, o povão vai se arranjando como dá. Não se espera justiça do bicho preguiça chamado judiciário, muito menos agora com o falso moralismo do Joaquim Barbosa, não se espera segurança por parte da polícia fascista e os únicos que se preocupam em cumprir as leis são os pobres trabalhadores, que saem de casa às cinco da manhã para viver com honra e dignidade. O pior de tudo é que não se vê sequer pulso dirigente em um executivo amarrado pelas negociações do governo de coalizão.
A verdade clara é que o povo quer ser ouvido e, mais do que isso, quer fazer! Quer ser o governo. E o consenso é que não dá pra pensar que essa forma de governo vai conseguir chegar lá. A primeira definição de um governo realmente popular é que precisa ser intransigente na defesa dos direitos do povo, precisa decidir a quem vai destinar os recursos do país. Não dá pra dizer que é um governo dos trabalhadores se 45% do orçamento da união vai para os bancos através do pagamento da dívida pública, uma dívida que não foi o povo quem contraiu. O Imposto Sobre Grandes Fortunas precisa sim ser regulamentado e aplicado. Entretanto, não se deve colocar esperanças neste governo de conciliação, pois, como diria qualquer bom sindicalista: trabalhador não precisa de patrão. Se é assim, que façamos um país de trabalhadores.
Enquanto houver espaço para PSDB, DEM e Cia na disputa da sociedade estaremos sempre distantes do governo do povo. Ou os trabalhadores tomam conta das suas riquezas ou os bancos continuarão nos roubando, as grandes fortunas continuarão financiando campanhas eleitorais, e os multimilionários continuarão controlando o país.

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