Dia Nacional da Rebeldia Cubana é comemorada em vários países.

Há 60 anos 160 combatentes avançavam sobre o quartel Moncada e Carlos Manuel de Céspedes em Santiago de Cuba. Liderados por Fidel Castro o grupo de guerrilheiros tinha o objetivo de tomar as armas dos quartéis de Fugêncio Batista, para então iniciar uma longa empreitada pela libertação do povo cubano. Embora não tenha sido vitoriosa do ponto visto militar, o dia 26 de julho de 1953 marca a história do povo cubano como sendo o ponta pé inicial do processo revolucionário que se deu no país. A maioria dos combatentes de Fidel foram presos, inclusive ele, que sendo advogado utilizou o direito de fazer sua auto defesa – editada posteriormente com o titulo de “A história me absorverá”. Fidel foi condenado a 15 anos de prisão, mas em 1955 conquistou a liberdade através de anistia e ficou exilado no México, regressando a ilha um ano depois no iate Granma. O barco estava tripulado por 83 guerrilheiros, entre eles seu irmão e atual presidente de Cuba, Raul Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto Guevara. As contendas que passaram os revolucionários os levaram a vitória em 1959, com a queda de Fugêncio Batista e a implantação do governo revolucionário.

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O país se prepara para comemorar a data e há quase duas semanas foram concluidas as obras de restauração e reforma do quartel moncada, na cidade de Santiago de Cuba – atingida pelo furacão Sandy no ano passado. No local, que se transformou em escola logo após o triunfo da revolução, se encontra agora o museu 26 de julho, onde estão várias peças referentes à data. A população está envolvida na reconstrução da cidade e acelera obras para a comemoração do 26 de julho.
No México, em homenagem às comemorações da data, inaugurou-se na sede do senado uma mostra de fotografias cujo titulo é: Fidel, guerrilheiro do tempo. A senadora Dolores Padierna Luna disse que as fotografias da mostra retratam um dos personagens mais importantes do mundo: o líder Fidel Castro Ruz, o homem, o revolucionário.
Em Huambo, cidade a mais de 600Km de Luanda, capital da Angola, também haverão festividades. Na cidade, hoje conhecida como cidade-ecológica e que é uma das cidades mais desenvolvida do país, trabalham mais de 250 cubanos na área da agropecuária, construção civil, saúde e educação. Durante a guerra que resultou na independencia da Angola vários internacionalistas cubanos combateram e muitos foram a óbito.
O Museu Caracas – Venezuela – traz trinta trabalhos de diversos artistas das regiões do país em uma exposição para saudar as comemorações do Dia Nacional da Rebeldia Cubana. A exposição que leva o nome de Três Grandes da América presta tributo ao libertador Simón Bolívar, ao simbólico herói cubano José Martí e a Hugo Chávez. Comemora-se, além da data cubana, os 230 anos de Bolívar(24 de julho), os 448 anos da fundação de caracas(25 de julho) e o aniversário de Chávez(28 de julho).
As comemorações só vêm reiterar que a experiência de Moncada marcou a história de todo um continente, refletiu na história da humanidade e segue até hoje sendo trilhada pelo povo cubano.

“O Moncada nos ensinou a converter os reveses em vitórias. Não foi a única amarga prova da adversidade, mas já nada pode conter a luta vitoriosa de nosso povo. Trincheiras de ideias foram mais poderosas que trincheiras de pedras. Mostrou-nos o valor de uma doutrina, a força das ideias e nos deixou a lição permanente da perseverança e a perseverança nos propósitos justos. Nossos mortos heroicos não caíram em vão. Eles mostraram o dever de seguir adiante, eles acenderam nas almas a inspiração inextinguível, eles nos acompanharam nos cárceres e no desterro, eles combateram junto conosco durante toda a guerra. Vemos que renascem nas novas gerações que crescem ao calor fraternal e humano da Revolução”. (Fidel Castro. Ato central em comemoração do XX aniversário do ataque ao Quartel Moncada, 26 de julho de 1973).

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