Abrigo

Abrigo 

 

Só é bom poeta quem tem bons amigos
Não pode ser bom poeta aquele que não tem abrigo
A poesia necessita abrigar-se nos livros
Os livros abrigarem-se em estantes
Na casa do toque do sino
Abrigam-se todos instantes
O abrigo que dá-se no exílio
De toda palavra restante
É o vento que leva indeciso
O destino de um retirante
O castelo é o abrigo do rei
A masmorra do meliante
O abrigo da cela, a lei
O abrigo do amor, a amante
Do sem teto, o céu
Do ébrio, o fel
Do açucar, o mel
Um abrigo qualquer
Pra quem vive ao léo
Se de tudo que fiz nada ganhei
Nem resta em mim um pouco de fé
Mesmo daquela que em mim abriguei
Nada resta, no fim da festa
Onde está meu abrigo? não sei.

 

D.V

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